Segundo uma publicação na edição deste domingo (15) do jornal O Estado de S.Paulo, em reportagem na qual o impresso analisa o impacto da Lava Jato no cenário traçado das eleições do ano que vem.

A operação alterou planos em 14 das 27 unidades da federação, obrigando os líderes políticos a rever seus planos.

No caso de Braga, O Estadão conseguiu uma frase simples, porém muito significativa para a política do Amazonas: “O natural é o Senado”, disse o parlamentar à publicação.

No Amazonas, o natural, no entanto, seria ele entrar na disputa pelo governo do Amazonas, cargo que nunca perdeu de vista desde que deixou, em 2010, compulsoriamente, tanto que concorreu ao posto em 2014, perdendo para José Melo (Pros) e em 2017, na eleição suplementar, para Amazonino Mendes (PDT).

Essa obsessão pelo cargo também está expressa na dezena de processos que moveu para derrubar na Justiça o mandato do seu oponente e nos recursos que impetrou para tentar assumir o cargo, mesmo depois de ter sido derrotado nas urnas.

Mas não é somente a Lava Jato que tira Braga da sucessão de 2018. As condições políticas regionais e nacionais também são fatores que complicam a situação dele.

No âmbito nacional, diminuiu sua força no Planalto com a opção que fez de partir para o confronto com o presidente Michel Temer (PMDB), perdendo espaços importantes no governo federal como a Suframa e a Eletrobras Amazonas.

Em nível regional, as duas derrotas consecutivas minaram suas forças, com perdas de aliados como os deputados Wanderley Dallas e Vicentes Lopes, que não só fizeram campanha contra Braga, mas ainda se alinharam ao adversário dele, Amazonino Mendes.

Perdeu também prefeitos e o principal quadro do partido, o ex-deputado federal e vice-prefeito Marcos Rotta, que agora se tornou presidente municipal do PSDB.

Vanessa baixa degrau

O Estadão também fala da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que desde o ano passado rechaça, no Amazonas, a hipótese de disputar vaga à Câmara dos Deputados, mas que a aliados diz, segundo o jornal, que poderá disputar mandato de deputada federal.

Diferente de Braga, a comunista não tem apenas complicações políticas em decorrência da Lava Jato. Ela foi para o sacrifício na estratégia do partido em mantê-la na agenda nacional.

Por isso, ao optar pela pauta do grandes temas do país, afastou-se de sua base.

Mais que isso. Vanessa Grazziotin não reúne mais, por enquanto, as condições políticas que a elegeram em 2010, tirando o tucano Arthur Neto (PSDB) do Senado.

Àquela altura, a então deputada federal Vanessa surfava na popularidade do governo Lula, que preparava, para o Congresso, uma guarda de honra para a desconhecida Dilma Rousseff, já prevendo a inabilidade política para se relacionar com o Congresso, que tirou o mandato de presidente no ano passado.

Vanessa também não terá o apoio de Eduardo Braga (PMDB), que a tomou a tiracolo, e ainda com a alta popularidade de seu mandato de governador, transformou-a em senadora, pagando fatura que assumira com Lula que queria ver Arthur fora da linha de combate com a sequência do governo petista.

 

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