A história de uma suposta professora colombiana que teria sido presa por assediar e enviar nudes para seus alunos correu o mundo nas duas últimas semanas, não passou de uma ‘Fake News’. O impulso que a falsa notícia teve é ainda mais impressionante, porque em Medellín, onde os eventos descritos teriam ocorrido, as autoridades não têm nenhuma informação sobre o caso e nem sobre as pessoas envolvidas. A polícia nem mesmo sabe se a professora exista realmente.

A notícia foi reproduzida pela mídia brasileira, britânica, alemã, espanhola, holandesa, mexicana, argentina, chinesa, peruana e recentemente colombiana (os habitantes locais foram os últimos a conhecer o caso). Todos contam mais ou menos a mesma história: que uma professora chamada “Yokasta M.” foi presa na Colômbia por assediar seus alunos, oferecendo sexo em troca de boas notas.

POLÍCIA COLOMBIANA DESMENTE

O general Óscar Gómez Hereira, comandante da Polícia Metropolitana da Colômbia, confirmou a publicação local El Colombiano, que na cidade “não há queixa contra qualquer professora que enviou mensagens sexuais a seus alunos”.

De acordo com o comandante, as primeiras indicações apontam para um caso ocorrido em anos anteriores, e em outro país.

A Procuradoria Geral da Colômbia não possui queixas ou investigações sobre casos como esse no país. Esses dados são fundamentais para entender que esta é uma notícia falsa: se o suposta professora fosse processada na Colômbia, seria a entidade a responsável por investigar.

O Ministério da Educação de Medellín, por sua vez, informou ao periódico colombiano que não recebeu qualquer queixa citada pela mídia internacional.

O “NEGÓCIO” DO FAKE NEWS

No meio deste ano, durante um fórum de jornalismo no México, Javier Darío Restrepo – que dirige o escritório de ética da Fundação Nuevo Periodismo Iberoamericano – assegurou que a difusão de informação falsa aumentou com as novas tecnologias.

“A ótima explicação dada pela tecnologia digital, é que é mais fácil publicar informações falsas, porque são compartilhadas rapidamente e são consideradas verdadeiras, se tornando um bom negócio”, acrescentou o orador em sua conferência.

Um relatório da empresa de consultoria Gartner, citada por Miriam Garcimartin, aponta as falsas notícias como um dos principais desafios para as organizações no futuro. “A previsão da Gartner é que a maioria dos usuários de tecnologias digitais consumirá mais informação falsa do que real a partir de 2022”, diz o escritor em um relatório publicado no portal Media-Tics.

Com informações do El Colombiano

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