Pelo menos 235 pessoas morreram nesta sexta-feira (24) no ataque terrorista contra uma mesquita sufista no oeste da cidade de Al Arish, no norte da península do Sinai, no nordeste do Egito, segundo a televisão oficial egípcia. As informações são da Agência EFE.

Os agressores colocaram artefatos explosivos de fabricação caseira ao redor da mesquita de Al Rauda, situada no distrito de Bear al Abd, nos arredores de Al Arish, e os detonaram na saída dos fiéis da oração da sexta-feira (24) – dia sagrado para os muçulmanos – informou uma fonte de segurança à Agência EFE, que acrescentou que as pessoas que conseguiram escapar foram baleadas pelos extremistas.

As testemunhas disseram ao jornal oficial egípcio Al Ahram que a mesquita Al Rauda, situada na cidade homônima, na cidade de Bear al Abd, a oeste de Al Arish – capital do Norte do Sinai – pertence à comunidade sufista.

O Ministério de Saúde elevou o alerta no serviço de ambulâncias e em todos os hospitais da província, segundo a agência de notícias Mena. A fonte do serviço de segurança informou que as primeiras ambulâncias que chegaram ao local do atentado também foram alvejadas pelos terroristas, mas não ofereceu mais detalhes a respeito.

Os feridos foram transferidos para diferentes hospitais em Al Arish e outros para o Hospital Instituto Nasser, no Cairo, segundo a fonte de segurança.

Em comunicado, a Procuradoria-Geral do Egito disse que determinou que as procuradorias de Segurança do Estado e de Ismailiya, no norte do país, abram investigações urgentes para esclarecer o ataque.

A Procuradoria-Geral também determinou a retirada dos corpos e que os mesmos sejam levados para o centro médico mais próximo, segundo a emissora de televisão egípcia.

O presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, está reunido com o Conselho de Defesa Nacional por causa do atentado em Al Rauda, informou a fonte de segurança.

A presidência egípcia declarou três dias de luto nacional pelas vítimas do ataque na mesquita sufista, cuja autoria ainda não foi reivindicada por nenhum grupo extremista.

Na província do Norte do Sinai, onde o estado de emergência está vigente desde 2014, opera o braço egípcio do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), chamado Wilayat Sina, que assumiu responsabilidade pela maior parte dos atentados ocorridos no país nos últimos anos. 

Desde dezembro do ano passado, o Egito viveu uma série de atentados contra os cristãos coptas e o país se encontra em estado de emergência desde abril por conta dos atentados contra duas igrejas coptas no Delta do Nilo.

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