Manaus – “Fiz inúmeras críticas à grande mídia e reclamei também de excessos das mídias sociais. Agora, eu prefiro isso ao silêncio”, afirmou o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, nesta quarta-feira, 10/4, durante o debate sobre “Jornalismo, Poder e Democracia” na programação pelos 50 anos de ensino de jornalismo na Amazônia, que celebra a formação da imprensa amazonense a partir da criação do curso na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Durante quase duas horas, Arthur falou sobre o papel do jornalismo na formação da sociedade e lembrou sua trajetória política, principalmente em defesa da democracia, durante o regime da ditadura militar. “Prefiro as críticas ao que eu já vivi, uma ditadura que não me permitia, por exemplo, aos 23 anos, escrever em jornal. Fui proibido a partir da eclosão do Ato Institucional número 5 (AI5) e isso eu não quero para ninguém das novas gerações”, observou o prefeito, acompanhado da presidente do Fundo Manaus Solidária, a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro.

Com forte ligação com a Ufam, o prefeito de Manaus falou para uma plateia formada por acadêmicos, professores e profissionais de jornalismo da instituição, no campus que leva o nome de seu pai, o senador Arthur Virgílio Filho, criador da universidade a partir do projeto de lei de quando era deputado federal. À mesa também estiveram o sociólogo e professor da Ufam de Parintins, Adelson Fernando, a jornalista e presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas (SJPAM), Dora Tupinambá, e a também jornalista e professora Ivânia Vieira.

“Sou muito acostumado a participar de debates e falar para as pessoas. Aqui não é a primeira vez e não será a última. Estarei sempre pronto a debater, sobretudo com jovens, que devem ser instigados a debater e apreender os valores democráticos, para que defendam aquilo que foi legado a eles pela minha geração como algo que deve ser aperfeiçoado e transformado em instrumento de liberdade plena para negros, indígenas, homossexuais, mulheres e aqueles que, de alguma forma, sofrem opressão. Esse legado deve ser consolidado na direção de um país próspero e mais justo social e economicamente”, finalizou o prefeito.

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