Angelo Matias, de 22 anos, que trabalha como atendente de telemarketing, chegou atrasado no trabalho na última sexta-feira, 23/03. Ele não conseguiu pegar o ônibus acompanhado de seu cão-guia no bairro Tapera, em Florianópolis, porque o motorista do coletivo o impediu de entrar no ônibus, não abrindo a porta, disse o rapaz. Ele ainda que registrou boletim de ocorrência do caso.

O jovem disse que pretendia sentar no banco adaptado, destinado a cadeirantes, e acomodar a labradora Angra ao seu lado mas, apesar de o espaço estar disponível, o condutor do coletivo não abriu a porta. A assessoria do Consórcio Fênix, que administra o transporte público na capital, informou que apura o caso.

 

Angelo contou que é cego desde os 8 anos, e que essa não foi a primeira vez que passou por esse tipo de constrangimento.

 

Por lei, conforme a técnica, quem desrespeitar o ingresso do cego com o cão-guia em transportes coletivos fica sujeito a multas. “Podem variar de R$ 1 mil a R$30 mil por isso, além do constrangimento a que o cego é submetido em um caso desses”, afirmou.

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